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2015
Partido de Marina Silva faz críticas ao Estatuto da Família, chamando-o de “Retrocesso”
A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, emitiu nota rejeitando o PL 6885/13. A nota lamenta o avanço do Projeto de Lei na Câmara dos Deputados. O PL, aprovado na Comissão Especial Sobre o Estatuto da Família, prevê a definição de família como sendo unicamente a união entre homem e mulher. Para a Rede, essa interpretação é não apenas um retrocesso, mas também um claro desafio à Constituição e ao Supremo Tribunal Federal.
Nota do BLOG do Renato Vargens
Pois é, Marina, segue firme em sua filosofia esquerdista. Vermelha por dentro, verde por fora, e a cada dia menos defensora dos valores cristãos. Quando eu vejo um partido, cujo protagonista é uma evangélica, chamando de "retrocesso" aquilo que as Escrituras defendem, chego a conclusão que estamos caminhando a largos passos para o fim da sociedade ocidental norteada pelos valores judaicos-cristãos.
O Tempora O Mores!
Quando meus pecados se multiplicam.
Instrução Básica: Salmos 51
"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" - Provérbios 28:13.
Como você encara o seu pecado? Procura encobri-lo, nega sua realidade, alimenta-o um pouco mais, iludi a si mesmo dizendo que "tudo está sobre controle" ou apresenta a Deus em confissão sincera e coração arrependido? A confissão de Davi no Salmo 51 nos desafia a pensar sobre a maneira que tem respondido ao pecado.
I- Pecado é Pecado.
"Mau hábito"? "Transtorno"? "Passo errado"? "Decisão precipitada"? Nada disto. Pecado é pecado, ou seja, um ato de desobediência que provoca a ira divina e nos afasta de Deus.Davi compreendeu muito bem a gravidade do pecado. Isso fica claro pelo modo como ele se refere ao pecado:
(a) uma transgressão (v.1)
(b) uma iniquidade (v.2)
(c)uma realidade que precisa ser purificada (v.7)
(d) uma ofensa direta a vontade de Deus (v.4)
(e) que traz terrível consequência (v. 8,11-12)
II- A fonte do perdão.
O salmo 51 mostra Deus como a verdadeira fonte do verdadeiro perdão que Davi buscou.Davi não apresentou desculpa nenhuma, mas assumiu a responsabilidade do seu erro e confessou. O perdão e a transformação que Davi tanto esperava só poderiam ser operadas pela benignidade e misericórdia do Senhor. É por isso que ele se apresenta como um pedinte que não confia em seus próprios méritos.
III- Assumindo o compromisso.
A confissão de Davi foi feita com uma atitude de comprometimento a Deus (v.13-17). Davi sabia que ele só poderia ser uma testemunha das maravilhas divinas se antes ele fosse perdoado e transformado pelo próprio Deus,Após ser confrontado pelo profeta Natã, Davi comprometeu-se a ser uma testemunha viva da graça de Deus. Esse comprometimento tinhas três componentes básicos.
* Ensinar os caminhos de Deus ao pecadores.
* Oferecer a Deus uma adoração verdadeira
* interceder pelo povo de Deus.
A oração de Davi não continha apenas petições, mas também comprometimento.
Temos que encarar o pecado como ele é, então: Faça guerra.
Acesse http://migre.me/lxr9T.
#LuluzinhaProtestante.
O problema do relativismo ético
Ética, absoluta ou
relativa ?
Primeiro gostaria de
definir os termos, para que não haja nenhuma confusão semântica desnecessária
ao longo do texto.
Definição de ética: A
palavra “ética” vem do grego ethos e se refere aos costumes ou práticas que são
aprovados como certo por um indivíduo.
Definição de relativo: Que
varia conforme a relação com outra coisa, ou que varia conforme a circunstância.
Definição de Absoluto: Aquilo que existe independentemente de
qualquer condição.
Tanto
o relativismo ético quanto o cristianismo entendem a definição de ética como
descrito acima, vemos que o problema não é de definição, então qual é o
problema?
O
cristianismo acredita que a ética é absoluta, por mais que uma cultura ache
determinada prática correta isso não implica que ela seja realmente certa.
O
relativismo-como o próprio o nome já fala- acredita que a ética é relativa, ou
seja, não existe uma ética certa ou errada, algumas práticas podem ser certas
para mim e erradas para você, ou seja, depende do ponto de vista.
Antes
de começar a falar sobre este assunto, temos que fazer uma breve observação; quando
começamos uma discussão acerca de relativismo é muito comum confundirem
pluralismo com relativismo. O que é pluralismo? Pluralismo é a idéia onde se
entende que o mundo é formado por uma diversidade (pluralidade) de visões
diferentes. E por que isso seria diferente do relativismo? O relativismo prega
que existe uma diversidade de visões, MAS nenhuma delas pode ser imputada como
certa ou errada, o pluralismo não prega isso. Darei um exemplo:
Imagine
um mundo onde tenho pessoas que achem que a reposta para a soma 2+2 tenha
diferentes resultados, uns acham que 2+2 é igual a 3, outros que 2+2 é igual a
5, outros que 2+2 é igual a 4, e outros que 2+2 é igual a 8, é evidente a diversidade
(pluralidade) de opiniões, mas SOMENTE UMA delas é verdadeira, ou seja, embora
haja uma pluralidade de visões não existe um relativismo do que é certo e errado,
na verdade existe uma verdade absoluta no meio de uma pluralidade de visões erradas.
Mas
afinal quem está certo? O relativismo ético ou o cristianismo? Veremos de modo
breve cada linha de pensamento, e porque acredito que o cristianismo esteja
correto.
O
relativismo nasce normalmente de pressupostos materialistas, alguém que não
acredita na existência de um mundo fora o físico ou material, ou seja, não
acredita em mundo espiritual, sendo assim, geralmente crêem que o ser humano
não foi criado, mas surgiu em um processo que chamam de evolução, sendo assim
não há nada fora do homem que tenha criado essa ética, mas na verdade foi o próprio
homem que criou isso ao longo da evolução da sociedade, sendo assim a ética tem
sua origem no homem, portanto cada indivíduo pode ter sua própria ética, que
depende única e exclusivamente do desevolvimento cultural desse indivíduo(já
que a ética é uma construção social nessa visão).
Essa
visão erra em muitas áreas, vou enunciar algumas:
11-
Pressupostos errados geram conclusões erradas. O pensamento relativista pressupõe o materialismo
para o seu raciocínio, e isso já transforma esse pensamento no mínimo em algo
questionável, pois sabemos que a evolução não é algo real, mas sabemos que Deus
criou os céus e a terra (Gn 1), e o homem a sua imagem (Gn 1:26), ou seja, a
visão materialista não pode ser verdadeira, pois o mundo material, temporal e físico,
precisou de uma causa imaterial, atemporal e metafísica para ser criado.
22-
Com essa visão (relativista) seria impossível falar de
justiça, já que não existe algo absolutamente certo ou errado, como poderíamos falar
de punir os malfeitores, ou como falaríamos que as ações do nazismo eram
erradas, ou como poderíamos falar que um governo tirânico e opressor é errado? Para
punir alguém ou falar que alguma ação é errada precisamos de uma base ética
absoluta.
33-
Se for impossível ter justiça no relativismo, então a
sociedade como um todo iria desmoronar, pois assassinos, estupradores, ladrões
ficariam impunes.
44-
Práticas imorais, como por exemplo: fazer sexo no meio da
praça, nessa visão isso deveria ser permitido, pois o que faz esse ato ser
errado? O que é errado para mim pode não ser para eles.
Infelizmente esse relativismo já tem atormentado nossa
sociedade, veja, por exemplo, práticas como o homossexualismo sendo vista como
certas ou o sexo explícito em novelas e séries, a sociedade já não tem mais um
parâmetro entre o que é certo e errado, até porque nas nossas escolas (onde
geralmente é ensinado o relativismo), aprendemos que o que é errado, pode não
ser tão errado.
O
cristianismo tem como seu pressuposto o criacionismo, entendem que um Deus
perfeito, santo, justo e bom, criou um universo bom e perfeito, e não somente isso,
também criou o homem sua imagem, ou seja, criou um ser moralmente perfeito,
santo, justo e bom, sendo assim a moral humana sempre existiu e é absoluta,
pois provém de um Deus que é o próprio “bem” absoluto, sendo assim a ética
nessa visão tem sua origem em Deus, e sendo Deus imutável e absoluto, essa
ética também é imutável e absoluta.
Esse
pensamento é o único sustentável e consistente na prática:
11-
Essa visão explica o “porque” de todos os homens terem um
senso de justiça, todos sabem que matar é errado, estuprar é errado, trair a
esposa é errado, e como sabem? Sabem disso pois todos os homens foram criados a
imagem de Deus(Tg 3:9)
22-
Temos um padrão de justiça agora, e esse padrão não é
relativo, está estabelecido desde antes da fundação do mundo, pois essa padrão
procede totalmente de Deus. Tendo esse padrão de justiça agora podemos julgar e
falar que o nazismo é errado, que tirania é errado, que matar é errado, somente
nessa visão é consistente clamarmos por justiça.
33-
Poderiam perguntar, se todos foram criados a imagem de Deus e
temos uma moral absoluta, por que essa diversidade de ética então? Embora o ser
humano tenha sido criado a imagem Deus, ele caiu (Gn 3), e quando caiu perdeu
um grande senso dessa moral, esse homens começaram a trocar a verdade de Deus
por injustiça (Rm 1:18), sendo assim o homem trocou a teonomia (Lei de Deus),
por autonomia (lei própria), e assim se desviou da moral de Deus e se tornou em
um ser imoral, fazendo aquilo que bem queria (jz 21:25), por causa dessa queda
é necessário olharmos para as escrituras e tê-la como fonte dessa moralidade,
pois como tudo em nós está profundamente depravado (Jr 17:9, Rm 3:10-18) é
necessário que Deus revelasse a nós os mandamentos que outrora conhecíamos plenamente.
Sendo
assim vemos que a visão relativista é totalmente incompatível com a realidade
de nossa sociedade, se o relativismo ético fosse colocado em prática
plenamente, a sociedade desmoronaria, o cristianismo é a única visão totalmente
sólida e sustentável para nossa realidade.
Batalhar pela Fé que uma vez foi dada aos santos.
Caros leitores, venho trazer este artigo para tratarmos de
um assunto muito importante em relação a nossa fé, vejo nessa nova era muitas
heresias e erros doutrinários propagados por falsos mestres se espalhando
dentre os professos cristãos e isto me assusta mesmo sabendo que este tipo de
coisa aconteceria, como deixou claro Paulo a Timóteo (1 Timóteo 4.1-3/2 Timóteo
4.3,4), Jesus (Mateus 7.15-20) dentre tantas outras citações que poderia lançar
mão aqui para corroborar meu ponto de vista, mas o meu ponto é outro, não é
necessariamente estas heresias e erros, mas a reação do povo de Deus a isto, e
isto é ainda mais assustador.
Diante do exposto aí em cima, a reação esperada é um povo que
defenda sua fé desses males, naturalmente, mas não, o povo tem sido receptivo a
tais falsos ensinamentos, que algumas vezes são interpretações errôneas de
doutrinas bíblicas e outras vezes são distorções graves que muitas vezes nem
são possíveis de tentar respaldar biblicamente, e estes erros tem se
proliferado pela falta de interesse de um estudo bíblico crítico e isto tem
trazido resultados desastrosos a igreja, observe:
O meu povo foi
destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o
conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de
mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de
teus filhos.
Oséias 4:6
Oséias 4:6
Jesus, porém,
respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de
Deus.
Mateus 22:29
Mateus 22:29
Estamos errando e sendo assim destruídos, é muito grave, e
tão mais grave é ver o povo e líderes se escondendo atrás de versículos para
justificar o pecado, como o famoso “não toqueis nos ungidos” (salmo 105.15) e o
Famossísimo “não Julgueis” (Mateus 7.1), cujas interpretações equivocadas são
uma das aberrações geradas por uma falta de estudo bíblico de qualidade e de
serem críticos como os bereianos (Atos 17.10-12), e para solucionar isto devemos
entender algumas coisas que vou enumerar que certamente são a causa desse mal
todo:
1.
A Missão da Igreja.
A igreja não tem por missão ganhar almas, como muitos
entendem, a missão da igreja é pregar o evangelho e vivê-lo de forma correta,
as almas que se somam a igreja são aqueles a quem o Senhor assim Escolheu, por
isto temos que pregar a verdade do evangelho e tão somente ela.
2.
Agradar ou ensinar?
Alguns líderes tem medo de pregar mensagens mais duras por
medo de que as pessoas procurem outras igrejas, e embora não seja abertamente
dito é mais que verdadeiro, porque igrejas que esvaziam são comparadas hoje em
dia a fracasso ministerial, mas será que Jesus Fracassou aos dizer a verdade
para aquela multidão em João 6 e no final permanecer somente com os 12?
3.
Os falsos mestres.
Estes tem feito horrores com o povo de Deus e são
responsáveis por muitas almas que vão ao inferno, eles, por ganância (teologia
da prosperidade) ou por interesses particulares (Joseph Smith, fundador da
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias, ou Igreja dos Mórmons), e
assim tem enganado almas com base em ensinos falsos, que afrontam as escrituras
e satisfazem egos.
Como
a igreja deve reagir?
A reação da igreja deve ser de procurar seguir as Escrituras
da maneira que ela é, seguir as instruções de homens tementes a Deus e fiéis as
Sagradas letras, pregar o evangelho na íntegra sem temer, confiar na Provisão
de Deus, se posicionar de forma firme contra os falsos ensinos, mesmo que isto
agregue milhares de almas ao templo e faça chover milagres, a igreja deve
batalhar pela sua fé e deixar que julguem e digam, não devemos ceder ao
politicamente correto gospel, mas sim ao Correto segundo a Bíblia.
Amados, procurando eu
escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por
necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada
aos santos.
Judas 1:3
Judas 1:3
Atenciosamente e pela graça de Deus,
#SoldadoDeCristo.
Comentário Exegético 1 : Jeremias 18: 1-6
Tradução do Comentário de João Calvino
Jeremias 18: 1-6;
Português
|
Latim
|
Inglês
|
1 A palavra que veio do Senhor a
Jeremias, dizendo:
|
1
verbum quod factum est ad Hieremiam a Domino dicens
|
1 The word
which came to Jeremiah from the LORD, saying,
|
2 Levanta-te, e desce à casa do
oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
|
2 surge et descende in domum figuli
et ibi audies verba mea
|
2 Arise, and
go down to the potter's house, and there I will cause thee to hear my words.
|
3 Desci, pois, à casa do oleiro,
e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas.
|
3 et descendi in domum figuli et
ecce ipse faciebat opus super rotam
|
3 Then I went
down to the potter's house, and, behold, he wrought a work on the wheels.
|
4 Como o vaso, que ele fazia de
barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme
pareceu bem aos seus olhos fazer.
|
4 et dissipatum est vas quod ipse
faciebat e luto manibus suis conversusque fecit illud vas alterum sicut
placuerat in oculis eius ut faceret
|
4 And the
vessel that he made of clay was marred in the hand of the potter: so he made
it again another vessel, as seemed good to the potter to make it.
|
5 Então veio a mim a palavra do
Senhor, dizendo:
|
5 et factum est verbum Domini ad me
dicens
|
5 Then the
word of the LORD came to me, saying,
|
6 Não poderei eu fazer de vós
como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro
na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
|
6
numquid sicut figulus iste non potero facere vobis domus Israhel ait
Dominus ecce sicut lutum in manu figuli sic vos in manu mea domus Israhel
|
6 O house of
Israel, cannot I do with you as this potter? saith the LORD. Behold, as the
clay is in the potter's hand, so are ye in mine hand, O house of Israel.
|
O
que está sendo ensinado aqui, em resumo, é que enquanto os judeus se gloriavam
no favor singular de Deus, que havia sido conferido a eles para um propósito
diferente, ainda que isso fosse sua herança sagrada, era necessário que esse
tipo de segurança fosse tirado deles; em razão de que ao mesmo tempo, eles são
imprudentemente descuidados com relação a Deus e suas leis. Na verdade, nós
sabemos que na aliança de Deus havia uma estipulação mútua – a descendência de
Abraão iria fielmente servir a Deus, enquanto Deus prepararia para fazer o que ele
havia prometido, pois esta era a lei perpétua da aliança.
“Anda em minha presença, e sê perfeito”
O
qual foi imposto a Abraão para todo o sempre e para a extensão de sua
posteridade (Genesis 17:1). Mas como os Judeus haviam pensado que Deus estava
ligado a eles por um pacto inviolável, enquanto eles orgulhosamente rejeitavam
a todos os seus profetas, poluíam e tanto quanto podiam, aboliam, a verdadeira
segurança na benevolência de Deus, era então necessário lhes tirar de sua tola
vanglória pelo qual se iludiam. Então o profeta foi ordenado que fosse à casa
do oleiro, e que deveria revelar ao povo o que tinha visto ali, até mesmo que o
oleiro, de acordo com sua própria vontade e agrado faz e refaz os vasos.
A
primeira vista, de fato, parece uma forma simplória de falar; mas se
examinarmos a nós mesmos, vamos todos encontrar esse orgulho, inato a nós, que não
pode ser corrigido a não ser que o Senhor nos atraia como que por força para
nos fazer enxergar isto claramente, exceto que ele nos mostre abertamente o que
somos. O profeta pode ter atendido à voz de Deus em sua própria casa, mas ele
foi ordenado a seguir até a casa do oleiro – entretanto, não para seu próprio
bem, pois ele estava ansioso para ser ensinado – mas para que ele pudesse
ensinar ao povo, adicionando esse sinal como uma confirmação de sua doutrina.
Então relata aquilo que lhe havia sido
ordenado, quando desceu à casa do oleiro e faz a narração do que viu lá – enquanto
o oleiro formava o vaso, esse se desmanchou e então outro vaso foi feito desse
mesmo barro e ao que parece, um com uma forma diferente, porque há uma ênfase
particular nessas palavras “conforme pareceu bem aos seus olhos fazer”. A aplicação
é em seguida adicionada – Não poderei eu
fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Como o barro na mão do
oleiro, assim sois vós na minha mão; isto é, eu não tenho menos poder sobre
vocês do que o oleiro tem sobre o seu trabalho e sobre os vasos de barro.
Nós
agora vemos o que contém essa doutrina – que os homens são muito tolos quando
se orgulham da sua atual condição de prosperidade e agem como se essa condição
consistisse em uma segurança fixa; em um único momento Deus pode humilhar aqueles
que ele levantou, bem como levantar aquele que ele havia anteriormente levado
ao chão. Isso é bem reconhecido pelos gentios, a qual a moderação é elogiada
por eles, eles descrevem assim – “ninguém deve ficar cheio de orgulho na
prosperidade e nem sucumbir na adversidade.”. Mas ninguém é realmente
influenciado por esse pensamento, exceto aquele que entende que somos
governados pela mão de Deus: porque aqueles que sonham que a fortuna comanda o
mundo, constrói sua própria sabedoria, riqueza e fortaleza. Devem então,
fatalmente, iludirem a si mesmos com certas vãs esperanças ou de alguma outra
forma. Até lá, os homens são levados a entender que eles estão sujeitos ao
poder de Deus e que sua condição pode em um simples momento ser mudada, de
acordo com sua vontade, eles nunca serão humildes como deveriam ser. Essa
doutrina, no entanto, foi intitulada como uma notícia especial, principalmente
quando nós consideramos quão tolamente os judeus haviam abusado de seu
privilégio pelo qual Deus havia favorecido a Abraão e toda a sua posteridade;
essa foi, então, uma admoestação completamente necessária. Além disso, se
olharmos para nós mesmos, iremos
perceber que é necessário um grande esforço para aprendermos a nos humilhar,
como Pedro nos lembra, sob a poderosa mão de Deus. (1Pedro 5:6)
Com
relação às palavras, devemos dizer que eabenim,
é uma palavra com flexão tanto para plural quanto singular. O profeta, sem
dúvidas pretendia utilizar os moldes, des
moules; pois aqueles que interpretam “em torno” parecem não entender a
questão. O profeta evidentemente se refere aos moldes feitos de pedras, madeiras
ou de argilas branca. E isso o número gramatical prova suficientemente. Ele
então depois vê o oleiro com seus moldes avec
sés moules, de modo que quando ele forma um vaso, desfaz o outro; Em
seguida ele pegou o mesmo barro e fez outro vaso e isto de acordo com sua
própria vontade. Eu já afirmei porque era necessário que o profeta fosse à casa
do oleiro: ele fez isso para que em seguida pudesse levar os Judeus a ver sua
própria situação de maneira mais vívida; porque nós sabemos quão poderoso efeito
provoca uma representação dessa espécie, quando uma cena como essa é posta
diante dos nossos olhos. A doutrina pura teria sido indiferente para um homem indolente
e descuidado; mas quando um símbolo foi adicionado, ela teve um efeito
excelente. Esta é, então, a razão pela qual Deus ordenou ao profeta que fosse
observar o que o oleiro fazia.
Agora,
na aplicação, devemos observar como as coisas se relacionam; como a argila está
sob a vontade e poder do oleiro assim também estão os homens frente à vontade
de Deus: Deus então é comparado com o oleiro. Não existe, no entanto uma
comparação entre coisas que sejam iguais, mas o profeta argumenta das coisas
menores para as maiores. Então Deus, em relação aos homens, é dito como sendo o
oleiro, já que nós somos a argila diante dele. Nós devemos notar também a
variação da coisa formada: da mesma argila um vaso é feito e depois, um
diferente do primeiro. Essas três coisas comparadas devem ser observadas de
forma especial. Em seguida, é dito “não
posso eu, como o oleiro, fazer com você oh casa de Israel?” Deus inclui
aqui duas dessas comparações, ele compara a si mesmo com o oleiro e o povo à
argila. E muito maior é a autoridade que tem Deus sobre os homens que a do
oleiro sobre a argila. Mas a comparação, como eu disse, é acerca do maior para
o menor, como se ele tivesse dito “o oleiro pode formar a argila, conforme a
sua vontade, sou eu inferior a ele? Ou não é o meu poder, ao menos igual ao do
artífice que é mortal e de condição desprezível?” Depois ele adiciona, com você, ou para você, oh casa de Israel? Sendo que ele disse
“confie vocês em suas próprias excelências como quiserem, ainda assim, vocês
não são melhores do que a argila, quando vocês consideram o que eu sou e o que
posso fazer com vocês.”.
Nós
vimos então agora duas das comparações; a terceira segue – que Deus pode nos
moldar aqui e ali e mudar conforme a sua vontade. Então, quão grande tolice é
para o homem confiar na sua atual boa fortuna; sendo que em um segundo sua
condição pode ser mudada, porque não há nada dado por certo nesta terra.
Mas
nós devemos ter em mente o que eu já havia dito – que vã era a confiança com a
qual os judeus se iludiam; pensavam estar Deus preso a eles e então prometeram
a si mesmos um estado de perpetuidade, enquanto poderiam com impunidade ignorar
toda a lei, eles sempre se vangloriaram de que o pacto, pelo qual Deus havia
adotado a descendência de Abraão, era hereditário. Nessas circunstâncias, o
profeta mostrou que a aliança era de tal forma hereditária, que apesar dos
judeus terem todo o dever de ver como um benefício fortuito, como se dissesse “o
que Deus deu a vocês, ele pode tomar de volta a qualquer momento, não existindo
nada certo para vocês, exceto até onde Deus será propício a vocês.”. Em resumo,
ele lembra ao povo que sua segurança dependia do plano gratuito de Deus, como
quem diz “vocês não têm nada de si mesmos, mas o que Deus concedeu a vocês é de
sua vontade e prazer, ele pode hoje lhes tirar o que concedeu ontem. O que
significa então esse tolo regozijo, quando vocês dizem que estão isentos da
sorte dos homens comuns?”
Os
judeus poderiam, de fato, com razão, desconsiderar todos os perigos do mundo,
pois Deus havia reunido-lhes sob sua própria proteção; eles teriam estado
assim, seguros, debaixo de sua proteção, se tivessem tido uma fidelidade
recíproca, de modo a ser realmente o seu povo como ele havia prometido ser o
Deus deles, invalidando a aliança sobre a qual eles tiveram por nada toda a sua
lei, mas eles honraram como se fosse nada toda a lei de Deus, e invalidaram o
pacto no qual tolamente se vangloriavam; o Profeta como podemos ver, não sem
razão, abala com essa confiança pela qual eles enganavam a si mesmos.
Nós devemos,
portanto reunir uma doutrina prática: Com relação a todo o resto da raça
humana, não há nada certo ou permanente em suas vidas; porque Deus pode mudar a
nossa condição a qualquer momento, de modo a rebaixar o rico ou o nobre de sua
exaltação, bem como para erguir o mais desprezado dos homens, de acordo com o
que é dito no Salmo 113:7. E nós sabemos que isso é verdade, não somente como
indivíduos, mas como nações e reinos. Muitos reis aumentaram seu poder a ponto
de verem a si mesmos como fora do alcance da calamidade; e ainda assim temos
visto que Deus os levou prostrados como que por um redemoinho de vendo súbito:
e isto também aconteceu com nações poderosas. Com relação então à condição da
humanidade, Deus mostra aqui como em um espelho, ou através de um vívido
espetáculo, que mudanças súbitas estão frequentemente no mundo: o que deve nos
acordar de nosso torpor, de forma que nenhum de nós ouse prometer a si mesmo um
outro dia, ou até mesmo uma outra hora, ou outro momento. Tudo significa o
mesmo; mas essa doutrina tem uma aplicação peculiar para nós; pois que Deus por
meio de um favor peculiar nos separou do resto do mundo para que nós pudéssemos
depender totalmente de sua genuína boa vontade. A fé, na verdade deveria ser tranquila,
ou melhor, deveria desconsiderar qualquer coisa que pudesse nos trazer algum
terror ou ansiedade; mas fé, onde está o seu lugar? No céu. Então coragem é
necessária a todos os filhos de Deus, para que eles possam com uma mente
sossegada, desprezar todas as mudanças do mundo. Mas nós
devemos ver que a tranquilidade da fé deve estar bem fundamentada, ou seja,
na humildade. Portanto enquanto nos ancoramos no céu, e também com relação a
nós mesmo, nós devemos sempre nos resignar e sermos humildes. Qualquer um então
que se equilibra em uma vã confiança se gloria em uma fé vã, e falsamente
aparenta que ele tem sua fé em Deus. Deixe então que venha sempre em nossas
mentes, e que constantemente nos ocorra, que nosso estado não é certo e seguro
em nós mesmos, e sim na bondade gratuita de Deus.
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Tradução feira por: Hannah Belle - #GringaNaParaíba
Natália Oliveira - #MissionáriaRevoltada
Colaboração: André Soares - #MatusalémVive
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Tradução feira por: Hannah Belle - #GringaNaParaíba
Natália Oliveira - #MissionáriaRevoltada
Colaboração: André Soares - #MatusalémVive
Tarde Te Amei - Agostinho de Hipona
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#JuliusReformado
Morre inglês que salvou 669 crianças judias na Segunda Guerra Mundial
Faleceu hoje, primeiro de julho, o inglês Sir Nicholas Winton foi o homem que, durante a Segunda Guerra, organizou o resgate de 669 crianças que seriam enviadas a campos de concentração nazistas.
Na época Sir Winton era corretor do mercado financeiro e providenciou um total de oito trens para remover crianças judias da cidade de Praga, então ocupada pelo exército nazista.
Sir Winton morreu aos 106 anos, justamente na data em que, o maior dos trens, com 241 crianças, deixou a capital da República Tcheca, há 76 anos.
Em 1939, Winton largou seu trabalho em Londres para ir a Praga salvar as crianças da morte quase certa. Os oito trens viajaram através de quatro países até o Reino Unido. Então, ele e seus parceiros de empreitada conseguiram convencer funcionários na fronteira a deixar as crianças entrarem no país, apesar da documentação incompleta.
Winton vem sendo comparado ao empresário Oskar Schindler, que também salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra e teve sua história contada pelo filme "A lista de Schindler", de Steven Spielberg. Sir Nicholas recebeu o título de cavalheiro da Rainha Elizabeth em 2003.
Stephen Watson, enteado de Winton, disse à imprensa que Winton morreu tranquilamente, enquanto dormia, no hospital onde estava internado.
Assita mais sobre Winter:
Por que o Estado não deve promover o casamento homossexual e sim o casamento natural?
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#MissionáriaRevoltada
#Resenhando2 : Epístola a Diogneto
Obra: Epístola a Diogneto
Autor: Desconhecido
A Epístola a Diogneto foi escrita aproximadamente no ano 120 d.C., mas
há controvérsias sobre esta data e alguns estudiosos dizem que pelas evidências
textuais e pela linguagem esta carta pertence ao final do segundo século. O
autor e o destinatário são gregos, porém desconhecidos, o autor é um cristão joanino que não usa o termo
"Jesus" e nem a palavra "Cristo", preferindo o uso de
"O Verbo". De acordo com os últimos estudos o destinatário mais
provável seria o imperador Adriano, que exercia a função de arconte em Atenas
desde 112 d.C.
A Epístola a Diogneto trata de um testemunho de um cristão anônimo,
como acima citado, respondendo a Diogneto, um pagão culto que desejava conhecer
melhor a nova religião, visto que esta surgia revolucionando os valores
conhecidos e se espalhava com tanta rapidez pelas províncias do Império Romano.
Ele estava impressionado com a maneira
como os cristãos desprezavam os deuses pagãos e testemunhavam o Amor que tinham
uns para com os outros e por isso queria saber: que Deus era aquele em que
confiavam e que gênero de culto lhe prestavam; de onde vinha aquela raça nova e
por que razões apareceram na história tão tarde. Para responder a estas e outras
questões de igual importância que nasceu esta jóia da literatura cristã
primitiva, o escrito que conhecemos como Epístola a Diogneto.
É bem provável que esta epístola seja o exemplar mais antigo de
apologética cristã, ou seja, que contém textos defendendo o Cristianismo de
seus acusadores.
A Epístola a Diogneto contém doze capítulos.
No capítulo I, o autor explica o motivo da Epístola e elogia o
destinatário pelo interesse de aprender a religião dos cristãos e por sua
saudável curiosidade em saber estes viviam e prestavam seu culto. Ele ainda
pede para que Deus o dirija na produção desta para que o destinatário possa ler
e ser de alguma forma abençoado e para que o próprio redator da carta se sinta
satisfeito com a produção desta.
O capítulo II desta epístola é dedicado à refutação da idolatria, e
repetindo tudo aquilo que podemos ler nos profetas, como Isaías e Jeremias, o
autor conclui que os cristãos têm vários motivos para não se submeterem a esses
deuses fabricados por mãos humanas com material corruptível.
Nos capítulo III e IV, o autor refuta o culto judaico e todo ritualismo
dos judeus afirmando que embora os judeus estejam corretos no combate à
idolatria e na adoração do único Deus, eles estavam prestando erradamente um
culto semelhante ao prestado por pagãos com sacrifícios com sangue, gordura e
holocaustos, proibições, superstições sobre o sábado e fingimentos nos jejuns .
Sabemos que a obediência é melhor que o sacrifício, e isso sim agrada a Deus, o
rito judaico, todas essas cerimônias foram prefigurações do Messias e seu
sacrifício, vivemos uma nova Aliança, o Cristo já veio e voltará para
estabelecer o seu Reino. O autor vê uma
inutilidade no culto judaico já nos primeiros séculos da Era Cristã e afirma
que os cristãos estão certos em se abster da vaidade, do engano, das
complicadas observâncias e das vanglórias dos judeus.
O capítulo V trata dos mistérios dos cristãos que aguçavam a curiosidade
e deixavam a muitos perplexos e inconformados por este grupo estar no mundo,
mas não viver como todo mundo. O modo de vida do cristão intrigava a todos e
mesmo que só fizessem o bem sempre foram perseguidos, porém nunca pagavam com
mal. Pelos judeus os cristãos foram combatidos como estrangeiros, pelos gregos
foram perseguidos e todos aqueles que declararam seu ódio por aqueles que
seguiam ao Cristo não sabiam declarar ao certo o motivo de seu ódio.
No capítulo VI, o autor afirma que assim como a alma estava espalhada
pelo corpo, os cristãos estavam espalhados pelo mundo e assim como alma é
maltratada com os desejos da carne e mesmo assim torna-se melhor, assim é o
cristão que mesmo maltratado por este mundo, a cada dia mais se multiplica,
pois a esperança do cristão não está na glória fajuta deste mundo e sim em
Cristo que lhes confiou uma digna missão e não convém desertar dela.
No capítulo VII, é deixado claro que a fé cristã não é invenção humana e
sim obra do Deus criador de todas as coisas, àquEle que enviou o Messias como
homem para os homens, para salvar, para persuadir e não para violentar, pois em
Deus não há violência, enviou para amar e não para julgar, mas ainda há de
enviá-lo para julgar. O autor desta epístola mostra ao destinatário que a fé
cristã não é algo sem fundamento, sem defesa, criado por homens e sim algo
forte, com uma sólida defesa, que cresce em meio as dificuldades. Mesmo sendo
os cristãos jogados as feras eles não se deixavam vencer e não negavam sua fé.
Que fé é essa senão a verdadeira? Não parece obra humana, pois não é, é obra de
Deus.
No capítulo VIII é defendido que o homem é tão miserável que é incapaz de
ver a Deus e saber quem é Ele sem que Ele mesmo se revele ao homem. O homem
chama de deus muitas coisas que o Deus verdadeiro criou e assim se engana e
vereda os caminhos da idolatria, mas em sua infinita misericórdia Deus se
revelou ao homem e através de sua Revelação máxima que é o Verbo que se fez
carne pudemos compreender coisas que nenhum de nós teria jamais esperado.
No capítulo IX, o autor afirma que Deus sempre rejeitou nossa iniquidade,
mas nos suportava. E esse tempo de iniquidade serviu para que o homem
entendesse que não por sua força ele entraria no Reino dos céus e sim pelo
poder, bondade, misericórdia e graça de Deus. Nós merecíamos o castigo, a
morte, mas Ele tomou nossos pecados, enviou seu filho para nos resgatar. A
única coisa que poderia cobrir os pecados seria a justiça, e assim fomos
justificados pelo sangue de Cristo. Assim Deus nos convenceu da nossa
impotência e nos deu o salvador.
No capítulo X afirma-se que aquEle que conhece a Deus é plenamente feliz
e se torna imitador da sua bondade, teremos compaixão do próximo e defenderemos
numa fé com afinco e com solidez de pensamento e autoridade falaremos dos
mistérios de Deus mesmo que isso nos custe a vida aqui neste mundo, pois
afinal, isso aqui é passageiro.
No capítulo XI o autor mostra ao destinatário e a todos nós que o
discípulo do Verbo quando conhece os mistérios de Deus ele deseja com toda a
sua alma e amor comunicar as mesmas coisas que foram reveladas a ele. O Verbo
assim usa o seu discípulo como porta voz do Evangelho quando Ele quer e da
maneira que Ele quer para que de forma eficaz este seja anunciado.
O capítulo XII é destinado à discussão sobre a verdadeira ciência e o
autor nos deixa um importante ensino: O conhecimento não mata já desobediência
sim. O verdadeiro conhecimento liberta o homem para viver uma verdadeira vida
espiritual e nisso Deus é glorificado.
Esta carta é considerada a “joia da literatura cristã primitiva” e
sobreviveu em dois manuscritos. Um terceiro, num códice do século XIII d.C. que incluía textos
atribuídos à Justino Mártir, se perdeu num incêndio em Estrasburgoem
1870 durante a guerra franco-prussiana. Os outros dois
são provavelmente uma cópia dele. Felizmente, ele já tinha sido publicado, a
primeira vez em 1592, quando acreditava-se que autoria era de Justino por conta
do contexto em que foi encontrada a Epístola, no códice 1.
Vimos quão maravilhosamente o cristianismo revolucionou o modo de se ver
o mundo e através desta grandiosa Epístola pudemos ver como era a vida dos
primeiros cristãos, esta carta é um dos mais antigos documentos a narrar isso.
O texto se revela, simultaneamente, como crítica do paganismo e do
judaísmo e defesa da superioridade do cristianismo.
Sobre este documento, infelizmente, não se sabe muita coisa. Elementos
importantes que ajudam a determinar e caracterizar uma obra, tais como autor,
data e local de composição, bem como o destinatário, ficam na sombra. De
qualquer maneira trata-se de um documento de primeira grandeza sobre a vida
cristã primitiva que merece ser colocado entre as obras mais brilhantes da
literatura cristã.
Se toda gente visse como estes cristãos descritos nesta Epístola, o mundo
se transformaria. Tentemos imitá-los!
A Ele, o único e verdadeiro Deus, a glória
pelos séculos. Amém.
#JuliusReformado
Quem é o primeiro cavaleiro de Apocalipse 6?
Olá amigos, para quem não pode acompanhar no dia em que foi ao ar, está aí o debate em que nosso ancião André participou no Vejam Só da RIT.
Assista!!! Não é todo dia que podemos ver um debate entre 2 dos 24 anciões. rsrsrsrsrs
Brincadeiras a parte André representou muito bem a Família Reformada (nos mandou até abraço) e nos deu muito orgulho.
#JuliusReformado
#Resenhando1
Inauguro aqui o quadro resenhando, em que postaremos resenhas de obras edificantes e pertinentes.
Começo com um livro que trata do cristão na modernidade.
Livro: Icabode:Da mente de
Cristo à consciência moderna
Autor: Rubem Martins Amorese
Viçosa: Editora Ultimato,
1998.
RUBEM M. AMORESE é
presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto -IPP em
Brasília. É formado em Comunicação Social, pela UERJ e tem mestrado em
Comunicação, pela Universidade de Brasília, e pós-graduação em Informática na
Universidade Católica de Brasília. Amorese é autor de alguns livros,
entre eles “Icabode:Da mente de
Cristo à consciência moderna” e tem uma coluna na Revista Ultimato,
chamada "Ponto Final”.
“Icabode” é um convite a reflexão sobre a modernidade e seus
desdobramentos sobre a fé e a missão da igreja. É a grande tarefa que a igreja
de Cristo terá que enfrentar, uma vez que a modernidade é uma ameaça à natureza
e ao significado da própria igreja.
O grande desafio que a igreja tem pela frente é o de
conseguir preservar o propósito original da aliança de Deus com o seu povo e o
de continuar sendo a autêntica igreja de Cristo.
No continente Europeu, que foi o berço do cristianismo e na
América do Norte, a modernidade tornou-se uma força devastadora do
cristianismo. Todas as tentativas colocadas em prática com o propósito de
atingir a igreja de Cristo nestes dois mil anos, tanto por parte dos
imperadores que perseguiram a igreja, bem como diversas correntes heréticas que
se levantaram na idade média, não conseguiram atingi-la tão acintosamente
como a modernidade.
“Icabode” descreve o
fenômeno da modernidade, que segundo Amorese é sustentada por um tripé: a
secularização, a privatização e a pluralização. São algumas destas novas
realidades que tem afetado as relações
humanas e religiosas. O propósito deste livro é chamar a atenção da igreja para
a compreensão e o discernimento de ações e reações que serão necessárias para a
grande caminhada que teremos pela frente até chegarmos em definitivo a Canaã, a
terra prometida. O que o povo de Deus precisa saber é que precisa ser e se
comportar como povo de Deus em frente ao novo contexto, assim como Ele orientou
seu povo na entrada de Canaã, Ele nos orienta neste mundo moderno frente às
contradições trazidas pela secularização, privatização e pluralização.
Narrando a criação de uma cidade fictícia denominada “Cabo
Verde”, o autor nos faz passear pelos diferentes momentos e transformações
desde a criação de uma sociedade até ao advento da modernidade e suas
implicações. Ele mostra como a modernização modificou o modo de pensar e
escolher da população, o estilo de governo, a religião e até o modelo familiar.
Esse movimento descrito por Rubem Amorese é o de transição entre o tradicional
e o moderno. Assim como o povo de Israel, ao entrar em Canaã, o povo de Deus no
advento da modernidade encontrou uma nova realidade que poderia modificar sua
religião e costumes.
Todo esse movimento de transição ocorreu de forma lenta e
gradual e através dos meios de comunicação a secularização, a privatização e a
pluralização são amplamente difundidas, divulgadas e incansavelmente pregadas,
literalmente. Até o modo de como educar as crianças é influenciado pela mídia e
pelos profissionais especializados que surgiram neste movimento de transição.
Os mais influenciados pela mídia são os jovens que assimilam tudo o que
aprendem e apreendem e assim aplicam em suas vidas cotidianas, dessa forma
todos os antigos valores são substituídos pela opinião pública que é formada a
partir da ideia de que não há certezas e valores e sim opções.
Então dessa forma não há escolhas certas ou erradas, apenas uma escolha que lhe
favorece em determinado momento, essa a relativização da ética e da moral, isso
é pluralização que é um conceito fortalecido pela privatização, ou seja, pelo
individualismo, em que todos vivem como querem e arcam com as consequências do estilo de vida que levam. Na privatização de
pensamento, por exemplo, há uma contradição interna em cada indivíduo que pensa
de determinada forma em algum ambiente e pensa diferente em outro ambiente,
tudo mundo conforme a situação. Acompanhando a pluralização e a privatização,
temos a secularização que é o conjunto de todo que já falamos. Toda essa nova
mentalidade passa pelo processo de secularização em que as instituições
religiosas perderam relevância e influência na instrução o povo e quem ditam as
regras são os meios seculares que, como já disse, pregam o relativismo.
O homem teve de se adaptar a este novo paradigma, em que os
relacionamentos em sua maioria são superficiais, ou seja, sem intimidade, pois
a demanda de tempo “impossibilita” uma maior interação entre as diferentes
pessoas, principalmente entre as que possuem costumes diferentes. Essas
adaptações geraram crises. Crise de autoridade devido a pluralização de
pensamento da liderança o que gera também uma crise doutrinária, pois cada um
ensina sua visão e não há homogeneidade alguma neste ensino. Com os novos
conceitos oriundos da modernidade há uma crise moral, alguns valores morais
aprendidos em casa caíram no esquecimento, não há uma negação do eu, não há a mortificação
da carne, não há um esvaziamento de nós mesmos, o que há é uma crise de caráter
em que não temos valores indiscutíveis e inegociáveis. No advento da
modernidade há a difusão de um emocionalismo e não de uma religião racional,
por isso há uma crise intelectual, muitos estão sendo iludidos por
aproveitadores, verdadeiros mercadores da fé, pois nada sabem, nada conhecem
sobre a palavra de Deus gerando outra crise, a de memorização bíblica. Essas
pessoas que pouco ou nada sabem das Escrituras Sagradas são facilmente
enganadas por esses lobos em pele de cordeiro que se intitulam pastores,
bispos, apóstolos, presbíteros e outros. Estamos vivendo um tempo da cultura do
mercado em detrimento a cultura cristã da graça. Na cultura da graça, recebemos
algo sem merecer e somos gratos por isso, já na cultura do mercado, achamos que
não recebemos tudo o que merecíamos, já que somos “fiéis” dizimistas e fazemos
muitas boas obras e por isso de achamos merecedores de muitas bênçãos, essa é a
ótica dessa nova cultura que quer exigir de Deus as bênçãos que julgam ser
merecedores, essa é a crise da graça. Ainda temos a crise de plausibilidade, a
de reverência e solenidade (devido a expansão do “informal”) e a crise
comunitária em que não se há mais uma unidade do corpo, é cada um por si.
Tais crises são ainda mais acentuadas devido os meios de
comunicação que, como já disse, são os principais responsáveis pela
normalização, ou seja, pela difusão das regras do mundo moderno. Se por um lado
a mídia abriu os olhos e a mente para um novo mundo que surgia e com isso
quebraram-se alguns tabus, criminalizaram a escravidão, deu voz às classes marginalizadas como as mulheres, por
outro lado com os conceitos de privatização muito difundidos pela mídia temos
uma população egoísta e consumista. Além disso, com tudo relativizado fica
difícil criar nossos filhos e ensinar o que é certo ou errado, pois na TV o
“mocinho” faz de tudo pra ficar com a “mocinha” e inclusive mata, rouba e
destrói propriedades e mesmo assim é tido como bom caráter e é isso que a mídia
passa para nossas crianças e adolescentes e internaliza na mente deles.
Como solucionar essas crises do mundo moderno que afligem o
homem? Não é voltando para a Cabo Verde provincial que resolveremos, não é
voltando para o deserto que tudo vai se ajeitar, não é se isolando, como em um condomínio fechado, que a
igreja vai solucionar seus problemas gerados por essas crises. Os problemas só
podem ser resolvidos de maneira comunitária, ou seja, é para entrarmos na terra
que Deus dá, mas guardando nossa bandeira, nossos ideais, mantendo a figura do
bom estrangeiro, um verdadeiro embaixador de Cristo, um representante dEle em
terra estranha. Para ser embaixador na modernidade é preciso reconciliar-se
primeiro, olhar para dentro de nós, para nossos relacionamentos e ações. A
Igreja só tem sentido quando está em meio às sombras, sendo luz, vivendo em
comunidade, sendo bênção para esta, amando verdadeiramente cada cidadão,
exalando solidariedade com muito calor humano, intimidade e aconchego. A
Teologia da aliança, a Teologia do pão e do vinho propõe o serviço mútuo, ou
seja, um servindo ao outro. Essa prática deveria ser aplicada em
todos os segmentos, como na vida pessoal, profissional e eclesiástica. Essa é a
missão da Igreja de Cristo, somos libertos para servir.
Rubem Amorese nesta excepcional obra literária conseguiu
extrair e explanar os conceitos de modernidade e suas implicações de forma
concisa e muito eloquente. Definiu bem os ramos ou pernas, como o próprio
chamou, deste fenômeno que é a modernidade fazendo uma belíssima analogia ao
texto bíblico que relata os momentos antes da entrada à terra prometida de
Canaã e também com a criação da cidade fictícia de Cabo Verde, Amorese trouxe
mais luz ao que queria passar, pois com essa exemplificação o seu texto
tornou-se mais claro e objetivo. Este autor mostrou as crises do advento da
modernidade, mas por fim disse que há possíveis soluções para que, assim como
Deus orientou seu povo na entrada de Canaã, a Igreja viva neste novo contexto e
usufrua o melhor desta terra sem perder sua identidade de povo de Deus. Icabode
não é um livro atual em termos temporais, mas é atual no sentido contextual
pelo fato de que tudo o que Rubem Amorese escreveu nesta obra literária é o que
vivemos hoje, é a realidade de nossa comunidade, de nossos relacionamentos e de
nossas vidas.
#JuliusReformado
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