Bem Dito

Bem Dito

Jesus Cristo Libertador

O homem já nasce escravo do pecado, e nesta condição ele não pode se auto-libertar precisando assim de um Libertador que o redima, pague o seu resgate e o conduza à liberdade.
Em Romanos 1.18, Paulo ensina que todos os homens, sem qualquer exceção, merecem ser castigados por Deus, pois todos os homens são ímpios e culpados. O apóstolo Paulo diz nesta mesma carta em 3.10-12 “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, juntamente se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nenhum sequer”. Desta forma podemos afirmar que o homem é totalmente incapaz, por si mesmo, de conhecer e agradar a Deus, tão pouco conseguir por si a sua alforria do pecado. No homem natural não há poder que o capacite a praticar o bem.
Essa escravidão universal ao pecado inclui até mesmo os que aparentam serem os melhores e mais retos, pois não importa o grau de bondade que um homem possa alcançar, ele é escravo do pecado em sua condição natural e precisa ser liberto.
Como vimos, nada podemos fazer para sairmos desta condição de escravos do pecado, e assim nos perguntamos qual era afinal o objetivo das leis do Antigo Testamento, visto que pelas obras da lei ninguém é justificado. Paulo em Romanos 3.20 diz que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado, ou seja, o propósito da lei consiste em mostrar-nos no que o pecado consiste e ao que ele nos conduz, a saber: a morte, ao inferno, à ira de Deus. A lei destaca estas coisas, mas não nos livra delas.
O livramento nos chega exclusivamente através de Cristo Jesus, que nos é revelado através do Evangelho. A guarda da Lei é impossível à humanidade carnal, e assim a maldição dela recaía sobre o homem, mas Jesus se fez maldito por nós, nos libertando desta maldição.
  Jesus é o libertador. Era necessário que o Redentor vivesse plenamente entregue ao Pai, que fosse Fiel a Ele e a missão dada e estivesse também plenamente identificado com sua humanidade. Assim Jesus, é o verbo encarnado, o Deus conosco nascido de mulher, que se humilhou ao vir a este mundo, demonstrou solidariedade messiânica que é uma importante característica da obra de salvação e ao ser batizado assume simbolicamente a condição de pecador e na cruz recebe os pecados da humanidade, desta forma, através de sua vida, morte vicária e ressurreição, Ele nos resgatou e nos livrou da condenação que nos é devida. Jesus assumiu a nossa escravidão para nos adotar como filhos e deixarmos de sermos escravos e assim herdeiros de Deus e do seu Reino. 
Desta maneira podemos comprovar que, como já dizemos, o homem por si só nada pode fazer para se libertar, mas os méritos de Cristo, mediante a sua fidelidade ao Pai, que consiste em ser fiel a missão que o Pai lhe confiou, nos tornou verdadeiramente livres, justificados. A nossa liberdade está fundada na fidelidade de Cristo, e mediante a isso a graça libertadora, a bênção abraâmica, a promessa de Deus se estendeu a todos os povos.

Jesus Cristo nos libertou para sermos verdadeiramente livres, para o Egito não devemos voltar. A natureza humana é tão frágil que, assim como o povo hebreu caminhando no deserto teve desejo e foi tentado a voltar à escravidão no Egito, somos também tentados a nos sujeitarmos ao jugo do pecado, mas o Espírito Santo de Deus que habita nos seus filhos por adoção os convence que nada melhor é do que estarem sujeitos a Deus, o Pai celestial que cuida dos seus. Deus chama seu povo para a liberdade, mas o exorta a não dar oportunidade à carne e sim a cumprir o mandamento deixado por Jesus de amar o próximo como a ti mesmo, servindo uns aos outros, já que fomos libertos para servir assim como Cristo fez durante toda a sua vida aqui na Terra.

#JuliusReformado  

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