Dos clichês que sempre ouço.
É fato incontestável, só de ouvir que o assunto é aquela
palavrinha pequena que começa com “a” e termina com “or”, já logo imaginamos
como o papo vai acabar. Aquelas frases de impacto, sem impacto algum, que acabam
com a imensa paciência de quem fica na conversa de ouvinte, pensando: “ – Cara,
cê tá falando abobrinha, para.”
Claaaaaaro, ouvimos a vida
inteira a mesma historinha colorida e com um final bonitinho, e quase vomitamos
arco-íris quando alguém conta alguma dessas pra gente.
TÁ, CHEGA DE INTRODUÇÃO SEM “FINS LUCRATIVOS” HAHAHA. Esse
post já tá a cara da pessoa que o escreve (loucuuuuura), então relaxem e leiam
até o final que o papo é sério (sim, bem sério).
Amor. Começo (Já não tinha começado?!) dizendo que pra mim não
há nada mais codificado que o amor. Não que ele em si seja complexo e fique
dando uma de difícil pra gente, mas nós somos seres de natureza indecisa,
complicada e que adora dar um jeitinho de dificultar algumas coisas (ô trem
difícil viu).
Em
1 João capítulo 4, no versículo 8 diz assim: “Quem não
ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”
Diante desses escritos eu
só penso uma coisa: “Preciso amar mais que comer arroz com feijão.” A palavra
de Deus diz que Ele é amor, e quem não ama (no geralzão mesmo, seu irmão, pai,
mãe, amigo, esposo, esposa, filho, vizinho chato, irmão da igreja indecente,
amiga na TPM, ou seja lá quem for) não conhece a Deus. SÓ QUE.. se engana quem
pensa que a frase universal “eu te amo” (com ou sem o “em Cristo” na frente,
pra tristeza dos que estão na friendzone haha) não é sinal ou garantia alguma
de que você ama alguém, ou que alguém ama você. Na boa, as palavrinhas mais
clichês do universo já me fizeram até pinicar o corpo todo.
Quero aqui então, deixar
alguns trechos das Escrituras Sagradas que descrevem bem o amor em atos:
Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar:
"Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama
seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
1 João 4:19-20
1 João 4:19-20
Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o
amor perdoa muitíssimos pecados.
1 Pedro 4:8
1 Pedro 4:8
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida
pelos seus amigos.
João 15:13
João 15:13
Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus
mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.
1 João 5:3
1 João 5:3
Respondeu Jesus: " 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o
seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o
primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo
como a si mesmo'.
Mateus 22:37-39
Mateus 22:37-39
Depois de ler e meditar nesses textos, me pergunto uma
coisa: “Em que transformamos o amor?”
Tá, posso tentar responder. O que eu vejo, é que
romantizamos tanto o amor, colocamos tanto açúcar confeiteiro em algo tão
sério, que fica parecendo que amar é algo robótico e computadorizado resumido
em uma frase de três palavrinhas que ficam gravados na mente da pessoa e a
partir daí já está instalado o software.
Cara, eu clamo por amor todos os dias, leiam novamente todos
esses versículos e em seguida reflitam em como tem sido demonstrado isso através
da vida de vocês. Temos o amor? Temos amado de fato? Sabemos o que é amar?
CONHECEMOS A DEUS VERDADEIRAMENTE?
Diante dessas perguntinhas dá pra tremer e sentir vergonha
de sequer citar tal palavra. Somos movidos e treinados dentro de um sistema que
nos faz acreditar que o amor é aquele sentimento bonitinho que faz seu coração
saltitar de alegria e seu estomago revirar de felicidade, onde tudo é lindo e
cor de rosa. Diminuímos o amor, menosprezamos o ato de amar, engaiolamos o
maior mandamento de Deus pra nós. (Mateus 22:36-40)
Dos tantos clichês que já ouvi nessa vida, o maior de todos e
de menos impacto é aquele que vem acompanhado de “eu te amo” e desacompanhado
de atitudes, acompanhado de “estou com você” e desacompanhado de “ eu te perdoo”,
acompanhado de “quero te ver bem” e desacompanhado de “se preciso for eu me
sacrifico pra isso”, acompanhado de “vai dar tudo certo” e desacompanhado de “eu
vou te ajudar”, acompanhado de “somos todos irmãos” e desacompanhado de “eu dou
a minha vida por você”.
Nada disso é fácil na prática, se fosse, eu nem precisaria
pedir e clamar por isso todos os dias. O que precisamos entender é que amar
está além e bem acima do que passamos a vida toda escutando e aprendendo sobre ele...
Amar é se dar como Cristo se deu, amar é sofrer como Cristo sofreu, amar é
servir como Cristo serviu, amar é entender como Cristo entendeu, amar é
renunciar como Cristo renunciou, o ato de amar é bem mais difícil do que pensamos,
porém é o ato mais bonito que conseguiremos realizar. Que clamemos por mais
amor, que peçamos a Deus que nos ensine a amar. E dos clichês que ouvimos? Que
isso fique por conta dos filmes de Hollywood e das novelas das oito. (afinal, quem
precisa disso?) O Reino é amor, e é pra lá que devemos ir (e ficar).
#PasteleiraReformada

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